OMULÚ
Sou a origem, as raízes, a terra. O barro que é produzido depois da chuva.
A argila, a massa, os minerais.
A criação que do pó ressurge, fixa e volta a ser pó.
Sou feito de peixes, escamas, crustáceos, odores marinhos e fumaça.
A névoa, o orvalho, a brisa, são a paz germinadora.
Muitas foram as dores que reuni e no meu esconderijo invisível, vi a miséria, as traições, o ódio. A terra parecia vencida.
Séculos de solidão em meio às palhas que cobriam as feridas. Houve então uma voz que atravessou o tempo, os túneis da escuridão.
Chamou-me: -- Pai, olhe por nós!
A terra, o mar... Voltaram aos meus olhos e hoje caminho longamente pelo mundo, a espera de uma outra voz a clamar pela paz universal.
Sou a origem, as raízes, a terra. O barro que é produzido depois da chuva.
A argila, a massa, os minerais.
A criação que do pó ressurge, fixa e volta a ser pó.
Sou feito de peixes, escamas, crustáceos, odores marinhos e fumaça.
A névoa, o orvalho, a brisa, são a paz germinadora.
Muitas foram as dores que reuni e no meu esconderijo invisível, vi a miséria, as traições, o ódio. A terra parecia vencida.
Séculos de solidão em meio às palhas que cobriam as feridas. Houve então uma voz que atravessou o tempo, os túneis da escuridão.
Chamou-me: -- Pai, olhe por nós!
A terra, o mar... Voltaram aos meus olhos e hoje caminho longamente pelo mundo, a espera de uma outra voz a clamar pela paz universal.