quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Espelho de Oxum

ESPELHO DE OXUM









Nas águas de um rio fixei meus olhos.
Corriam entre as curvas uma longa história, páginas de uma vida sofrida.
Saudades dos tempos de outrora...
Inocência, gestos de pureza, sem conseqüências - águas limpas.
Consciência, atitudes erradas, ficam as marcas-águas turvas.
Escureceu e amanheceu tantas vezes. Quantas tempestades. E as águas permaneceram num percurso humilde, tranqüilo.
Cumprindo o destino de renovar a natureza.
Foram-se os meus dias, e eu os encontrei tão tristes tão banais...
Mas, o rio era um espelho, nele vi os olhos de minha mãe derramando as lágrimas que deram origem a tantas águas

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