YEMANJÁ
A bruma cai como uma pluma, noite adentro...
Negros são os seus cabelos.
Outro dia...
Voltam às marés, o vento e as ondas descem e levantam o seu corpo.
Um sorriso estampado, brancas espumas.
Em suas veias salgadas os rios depositam o mel, tornando seu útero rico em minerais. Cintilam alvas pérolas ao redor de seus pés. De sua fronte prateada surge o espelho que reflete sua consciência maternal.
Volta a bruma, noite afora, recolhendo as águas, mar adentra.
O tempo retrata em suas areias as marcas da sua presença, conchinhas e tesouros deixados pela Rainha do Mar.´
Publicado Antologia Scortecci

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