Nas estradas andei perdido, percorri as trilhas em busca do meu Eu.
Fiz tantas viagens inúteis, sem rumo.
No caminho tantas mãos pediam auxílio, ignorei-as afinal Eu também precisava de ajuda.
Poderia ter encontrado, mas no meu coração não havia espaço para o amor e era Eu o necessitado.
Chorei sozinhas as amarguras que construí com o meu egoísmo.
Nunca regressei ao lar, não havia braços abertos a esperar-me. Para onde voltar se não fiz o meu ninho?
Cansado de sofrimento que causei, entreguei-me ao vício, a maneira perfeita para dar um ponto final em minha existência.
A grande fuga.
Passei com facilidade para a outra dimensão e que grande surpresa - continuei a sofrer.
Houve uma luz, não posso precisar quando, resolvi então segui-la.
Abri finalmente a porta dos sentimentos bons e descobri que vivi sem saber que Deus existe.
Hoje, sou um iluminado, o seu Guardião.

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