domingo, 12 de fevereiro de 2012

Veludo









Na mata virgem, onde o orvalho se esparrama cobrindo o verde houve a presença da noite escura com um manto de veludo.
Foi tão suave, com um perfume insólito, brilho coeso, perfeita harmonia entre mananciais, terra e ar.
Negro olhar de uma lua oculta num céu de pensamentos infinitos.
Universo, o habitar de estrelas e planetas, astros governantes. Espaço de maciez e espinhos, fogo e água, terra e pedra, flor e ar.
_ O veneno e o mel, o mal e o bem, mutação constante, o embuste e a verdade. Intrigante sensação, sentir e não perceber passos tão mansos da noite aveludada sobre um dia tão decisivo.
A escolha do caminho correto está no coração. O destino sopra o vento que faz as folhas mortas caírem serenas, pois já cumpriram a sua missão... Ou desaba temporais que arrancam as árvores com raízes, extinguindo definitivamente qualquer oportunidade de vida.  

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